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Canto de conversas

Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

Canto de conversas

Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

23.12.22

Amanhã é véspera de Natal


Carla

e este ano, por razões que me aborrecem, mas que não vou dar importância (só importa o que vale a pena), o Natal volta a não ser comemorado com a família mais alargada.

Vamos ter um Natal mais pequeno, apenas com 6 pessoas (antes da pandemia chegámos a ser mais de 20) e, sinceramente, este ano, depois de me habituar à ideia, até estou agradada com isso. Marido, filhos e irmã. É mais que suficiente.

Outra novidade foi chegar à ultima semana antes do Natal e ter as prendas todas compradas, sem ter que andar em Centros Comerciais (salvas ao comércio online e aos portes grátis!).

O que é que eu peço no sapatinho? O costume: Paz, serenidade e saúde. O resto vem por acréscimo.

Feliz Natal!

My Daily Exhale.jpg

 

 

20.10.22

Desabafos


Carla

És sempre aquela pessoa compreensiva até que resolves deixar de ser. Hoje foi o dia. 

Detesto que me "comam" por parva e quando toca aos meus, viro fera. Atirar areia para os meus olhos quando a realidade está ali mesmo à minha frente?

Posso ser calada, reservada, mas contrabalanço com o grande poder de observação que possuo.

A pessoa deixa passar uma, duas, três vezes, mas tudo tem o seu limite. E chegou a hora de bater o pé. Se não forem burros, percebem. E pela tentativa de chamadas telefónicas e mensagens, acho que perceberam.

(Este é um texto confuso para quem lê, mas para mim faz todo o sentido)

04.10.22

9 meses de uma “gravidez" especial


Carla

 

AndSuddenly_PhoneWallpaper.jpg

 

Se tudo correr como espero, faltam precisamente 9 meses para me (pré) reformar. É o tempo de uma nova vida nascer. É assim que sinto o que aí vem. Uma nova vida, um novo caminho, mais tranquilo e satisfatório.

Quando nos levantamos a uma segunda feira de manhã e pensamos “vá, são só dois dias de trabalho e depois é feriado“, algo não está bem com o que fazemos, com o nosso dia-a-dia. Já fui feliz no que fiz ao longo destes quase 36 anos de trabalho, mas agora está a ser penoso, não encontro satisfação, alegria, força de vontade. 

Está a chegar a hora, faltam poucos meses. Passo a passo, um dia a seguir ao outro, lá chegarei, com a sensação de dever cumprido, mas também com a sensação de que terei muito ainda para viver e conhecer. Afinal, ainda estou a meio do caminho.

Sim, porque eu conto viver até aos 100 anos 😁

16.09.22

É esta a escola que prepara os nossos filhos para o futuro?


Carla

Tínhamos mais disciplinas, saíamos mais tarde, é certo. Mas em 1984 a área de Humanidades era bem mais interessante e abrangente que atualmente, dando-nos oportunidade de conhecer várias áreas dentro das Humanidades. Posso dizer que só na disciplina de Jornalismo fiz visitas de estudos a Jornais, Rádios, Agências Noticiosas, Televisão...
(o meu horário é do 11º ano e o dela do 10º, mas a diferença é apenas que no 10º em vez de Psicologia tínhamos Antropologia e em vez de Relações Públicas tínhamos Sociologia).

 

Se formos a ver, este 10º ano é uma continuação do 9.º, sem as disciplinas de ciências. Não faz qualquer ligação ao caminho futuro, seja na universidade, seja no mercado de trabalho (e podem dizer-me que para isso há os cursos profissionais, mas aquele secundário que apanhei era muito mais desafiante e interessante).

E como última nota, ultrapassa-me esta ideia peregrina de terem no curso de HUMANIDADES 6 tempos de MACS (matemática aplicada às Ciências Sociais) e apenas 4 de Português, para além de só terem o ensino de apenas 1 Língua Estrangeira... (aguardo explicações na reunião com os EE's) 

10.05.22

Saudade


Carla

Confesso que não sou adepta do Festival da Canção e muito menos da Eurovisão (já a minha irmã acompanha tudo de para a passo), mas quando o Salvador Sobral ganhou em Portugal, contra muita gente que disse que não era música de Eurovisão, eu fui uma das que  gostou muito e que achou que íamos longe. E fomos!

Desta vez, quando o meu filho me mostrou a música que tinha ganho o Festival da Canção, só disse "para mim, esta música destaca-se como a do Salvador. É diferente e também não é uma música que se está habituado a ver na Eurovisão."

Saudade tem uma letra que a torna a música de cada um de nós, de todos os que perdemos alguém. Tem uma melodia harmoniosa que se entranha. 

Para mim, a Maro vai longe no Eurofestival. Calculo que não ganhará, porque a Ucrânia vai varrer a concorrência, pelos motivos que todos conhecemos (é a minha convicção). A Maro e a sua Saudade podem não ganhar, mas deviam.

 

29.04.22

Sem metas


Carla

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"O gato que salvava livros", Sosuke Natsukawa

 

Sempre me fez confusão o conceito de estabelecer metas de leitura de livros por mês, por ano. Não é essa a minha ideia do gosto pela leitura.

 

Acho que já tinha dito por aqui que nos últimos dois anos, contra todas a expectativas, li muito pouco. Teletrabalho, miúdos a tempo inteiro, várias preocupações, Netflix e afins, tudo serviu para que a minha atenção se desviasse dos meus livros. E agora que voltei à velha rotina da Era pré covid, estou aos poucos a voltar a ler, mas noto que tenho que começar por livros mais pequenos para voltar adquirir o velho hábito da leitura. E se é assim que tenho que fazer para voltar aos meus livros, assim será, sem pressas, sem metas. Livro a livro, 1 ou 100, conforme a vontade e a disposição.

27.04.22

Falta ano e meio


Carla

Trabalho desde os 16 anos. O meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, a minha mãe ficou semi paralisada da mão direita, impossibilitando-a de fazer muita coisa. Ainda assim nunca parou de lutar para conseguir o mínimo sustento para vivemos. Não consegui ficar a ver sem fazer nada. Comecei a estudar à noite e a trabalhar numa papelaria/livraria durante o dia. Passados dois anos entrei no Banco e já lá vão praticamente 35 anos (+2 da papelaria)  de trabalho non stop. Nunca foi um emprego que me realizasse, mas não posso dizer que fui infeliz. Tirando uma ou outra situações pontuais, tive sorte com as pessoas com que trabalhei e com o trabalho realizado. 

Mas está a chegar a hora de me dedicar à arte do descanso. Acho que mereço. Aproveitar os dias para fazer aquilo que realmente me faz feliz. Ler os livros que me esperam há anos, acabar todos os projetos de crochet e tricot que comecei, passear sem problemas de restrição de dias, arranjar a casa como deve de ser, enfim, "fazer o que ainda não não foi feito". Sem pressões, sem stresses, sem trânsito.

Hoje dei por mim a pensar que falta ano e meio, assim mo permitam. E já começo a riscar os dias no calendário. 

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