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Canto de conversas

Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

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Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

Falta ano e meio

27.04.22, Carla

Trabalho desde os 16 anos. O meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, a minha mãe ficou semi paralisada da mão direita, impossibilitando-a de fazer muita coisa. Ainda assim nunca parou de lutar para conseguir o mínimo sustento para vivemos. Não consegui ficar a ver sem fazer nada. Comecei a estudar à noite e a trabalhar numa papelaria/livraria durante o dia. Passados dois anos entrei no Banco e já lá vão praticamente 35 anos (+2 da papelaria)  de trabalho non stop. Nunca foi um emprego que me realizasse, mas não posso dizer que fui infeliz. Tirando uma ou outra situações pontuais, tive sorte com as pessoas com que trabalhei e com o trabalho realizado. 

Mas está a chegar a hora de me dedicar à arte do descanso. Acho que mereço. Aproveitar os dias para fazer aquilo que realmente me faz feliz. Ler os livros que me esperam há anos, acabar todos os projetos de crochet e tricot que comecei, passear sem problemas de restrição de dias, arranjar a casa como deve de ser, enfim, "fazer o que ainda não não foi feito". Sem pressões, sem stresses, sem trânsito.

Hoje dei por mim a pensar que falta ano e meio, assim mo permitam. E já começo a riscar os dias no calendário. 

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