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Canto de conversas

Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

Canto de conversas

Umas vezes em modo Zen, outras nem por isso

04.10.22

9 meses de uma “gravidez" especial


Carla

 

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Se tudo correr como espero, faltam precisamente 9 meses para me (pré) reformar. É o tempo de uma nova vida nascer. É assim que sinto o que aí vem. Uma nova vida, um novo caminho, mais tranquilo e satisfatório.

Quando nos levantamos a uma segunda feira de manhã e pensamos “vá, são só dois dias de trabalho e depois é feriado“, algo não está bem com o que fazemos, com o nosso dia-a-dia. Já fui feliz no que fiz ao longo destes quase 36 anos de trabalho, mas agora está a ser penoso, não encontro satisfação, alegria, força de vontade. 

Está a chegar a hora, faltam poucos meses. Passo a passo, um dia a seguir ao outro, lá chegarei, com a sensação de dever cumprido, mas também com a sensação de que terei muito ainda para viver e conhecer. Afinal, ainda estou a meio do caminho.

Sim, porque eu conto viver até aos 100 anos 😁

27.04.22

Falta ano e meio


Carla

Trabalho desde os 16 anos. O meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, a minha mãe ficou semi paralisada da mão direita, impossibilitando-a de fazer muita coisa. Ainda assim nunca parou de lutar para conseguir o mínimo sustento para vivemos. Não consegui ficar a ver sem fazer nada. Comecei a estudar à noite e a trabalhar numa papelaria/livraria durante o dia. Passados dois anos entrei no Banco e já lá vão praticamente 35 anos (+2 da papelaria)  de trabalho non stop. Nunca foi um emprego que me realizasse, mas não posso dizer que fui infeliz. Tirando uma ou outra situações pontuais, tive sorte com as pessoas com que trabalhei e com o trabalho realizado. 

Mas está a chegar a hora de me dedicar à arte do descanso. Acho que mereço. Aproveitar os dias para fazer aquilo que realmente me faz feliz. Ler os livros que me esperam há anos, acabar todos os projetos de crochet e tricot que comecei, passear sem problemas de restrição de dias, arranjar a casa como deve de ser, enfim, "fazer o que ainda não não foi feito". Sem pressões, sem stresses, sem trânsito.

Hoje dei por mim a pensar que falta ano e meio, assim mo permitam. E já começo a riscar os dias no calendário. 

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01.10.21

Diário de Gratidão 10/2021


Carla

Apesar dos lamentos que por aqui às vezes deixo sobre o trabalho, hoje a gratidão vai para a sorte que tenho tido, ao longo de mais de 34 anos de trabalho, com as minhas chefias (tirando um chefe que tive há muitos anos, mas esse teve a sorte que mereceu, felizmente). Hoje foi um desses dias que provou essa sorte.

15.02.21

Falta mais alguma coisa?


Carla

Dois miúdos em E@D e um adulto em teletrabalho. Dois portáteis, 3 telemóveis. Um portátil tem que ser obrigatoriamente para o teletrabalho. O outro (o que antes era do pai) é usado pela miúda. O miúdo vai usando o telemóvel, mas faz-lhe falta às vezes o portátil. Não é o cenário perfeito, mas vai-se conseguindo gerir.

E o que faltava acontecer? O miúdo, sem querer, dar um pontapé no ecrã do portátil usado pela irmã e o ecrã ir à vida... obrigada Universo!

Vale agora o portátil da tia, que durante duas semanas está a trabalhar presencialmente e não precisa dele para trabalhar. Depois... olha, logo e vê...

17.07.20

Isto tem andado muito parado


Carla

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Já de regresso ao trabalho presencial quase há um mês, o tempo dividido entre o trabalho, as deslocações e casa esgota-se. Juntando o calor excessivo do Verão, que eu detesto e que me põe (literalmente) doente, a vontade de escrever aqui tem sido muito pouca. No entanto, com 3 semanas de férias a começar amanhã, pode ser que a vontade volte.

Random facts about my life in the last days:

- Não gosto deste tempo. Quem acompanha este blog desde o início, sabe que sou de estações intermédias, de temperaturas amenas com sol ou até mesmo com alguma chuvinha à mistura. 

- Tenho lido muito pouco. Aliás, não tenho lido nada. Estou a atravessar outra vez aquela fase em que tenho que começar muitos livros e deixá-los ao fim das primeiras páginas até encontrar aquele que me faça sentir que é omomento certo para o ler.

- Não tenho feito nada de crochets e tricots. Está a ser como os livros. Começo e ao fim de pouco tempo largo. É isto.

- Uma das poucas coisas boas do trabalho presencial é o ar condiconado e o fresquinho que está no escritório.

- Não gosto deste tempo e destas temperaturas excessivas. Já tinha dito, não?

 

Amanhã começo as férias!

20.03.20

Até a Primavera ficou fechada em casa


Carla

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Já eu, continuo a vir trabalhar até a empresa arranjar os acessos para poder trabalhar em casa. 

Entretanto, deixei de vir de autocarro. Podendo, prefiro vir na (suposta) segurança do meu carro. 

Tenho os dois filhos e o marido em casa. Quando chego, abrem-me a porta e vou direita à casa de banho, onde já está tudo preparado, e entro no duche, sem tocar em nada. Só depois os cumprimento, voltando à vida (a) normal de casa.

O filho mais velho, que já não vive comigo, também continua a trabalhar. Na recepção de um hotel, com todos os riscos que isso acarreta nesta altura. 

Já dei por mim a chorar sozinha. E a minha situação pessoal e profissional nem é das piores.

Nunca o desejo de Saúde a cada passagem de ano fez tanto sentido. As pessoas despedem-se com um "saúde" em vez do "adeus" ou "até logo" de outras épocas (que me parecem longínquas!).

 

Estranhos tempos estes. Daqueles que apenas conhecíamos dos livros... 

06.12.19

Hoje vou andar por aqui


Carla

Tenho uma profissão que depende muito das chefias. Neste momento, trabalho diretamente com 7. Se há dias em que é difícil respirar no meio de tudo o que há para fazer, há outros, como é o caso de hoje, em que estão todos fora numa reunião e eu fico, basicamente, a olhar para as paredes. Surge assim uma ou outra coisa esporádica, mas só estou mesmo aqui hoje porque sim.

Sim, sou uma privilegiada, tenho emprego e tenho dias assim. Mas felizmente que dias destes só acontecem duas a três vezes por ano, porque estar sem fazer nada também cansa.